sábado, 30 de novembro de 2019

Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros -João Fellet


Em comunicado divulgado pela imprensa angolana na última quinta-feira (28/11), os religiosos — que dizem ter o apoio de 330 pastores e bispos angolanos da Universal — exigem que líderes brasileiros da instituição deixem "o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias" para que a igreja passe a ser "liderada exclusivamente por angolanos".

O cisma — que põe em xeque a sobrevivência da Iurd em um de seus principais palcos no exterior — ocorre poucas semanas após a Universal ser ameaçada de expulsão em outro país africano, São Tomé e Príncipe, onde também era acusada de privilegiar pastores brasileiros e forçar pastores locais a realizar vasectomias.

Em nota, a Universal diz que não houve ruptura em Angola e que a igreja é vítima de uma "rede de mentiras arquitetada por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada".
'Nepotismo, racismo e amiguismo'

A Universal iniciou em 1992 suas operações em Angola, ex-colônia portuguesa no oeste africano com cerca de 30 milhões de habitantes. Desde então, abriu mais de 230 templos no país. A igreja diz ter como fiéis 2,7% da população angolana.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Os japoneses cristãos obrigados a pisotear a imagem de Jesus - Yvette Tan



NATIONAAL MUSEUM VAN WERELDCULTUREN

O papa Francisco visitará Nagasaki, no Japão, para homenagear as vítimas da bomba atômica lançada na cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Mas ele também fará um tributo a um grupo menos conhecido de moradores que, há centenas de anos, foram torturados e forçados a esconder suas crenças. Esta é a história desse grupo.

Se ele assim fizer, será uma declaração pública de que abriu mão de sua fé — e ele viverá. Caso contrário, ele pode ser executado, crucificado ou torturado, mergulhado em água fervente ou botado de ponta cabeça numa cova cheia de excrementos.

Qualquer sinal de hesitação pode lhe custar a vida.

Um homem aflito aguarda na fila para ser chamado. Quando ele escuta seu nome, começa a andar, observado por funcionários do governo enviados especialmente para a ocasião.

Na frente do homem há uma imagem de Jesus Cristo na cruz. Ele é orientado a pisoteá-la.

Se ele assim fizer, será uma declaração pública de que abriu mão de sua fé — e ele viverá. Caso contrário, ele pode ser executado, crucificado ou torturado, mergulhado em água fervente ou botado de ponta cabeça numa cova cheia de excrementos.

Qualquer sinal de hesitação pode lhe custar a vida.

Fonte: BBC

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

99% dos missionários não têm dinheiro para necessidades básicas






A ONG Stewardship, organização que apoia cerca de 3 mil missionários que alcançam cerca de 250 mil pessoas, revelou que 99% dos cristãos que estão em projetos missionários ao redor do mundo vivem abaixo do custo de vida recomendado e possuem dificuldades para cobrir o essencial.

A instituição mostra que a maioria dos voluntários em tempo integral no ministério cristão renuncia às necessidades básicas e deixa de atender às demandas financeiras ao longo do ano.

O diretor de generosidade Daniel Jones disse ao Premier que a maioria vive com o suficiente, mas quando despesas maiores são necessárias, como o carro quebrar ou o aluguel aumentar, por exemplo, não há nenhum valor disponível para cobrir.

“Para as pessoas que trabalham no exterior com frequência, pode haver casos de doenças em que não há serviço público para recorrer, precisando pagar por custos médicos adicionais”, explica.

Diante desta informação, a organização lançou uma nova campanha para fornecer aos voluntários apoio adicional durante o período de Natal.

Jones diz que as necessidades essenciais de cada trabalhador podem variar dependendo de vários fatores, entre eles o tanto de viagem que eles realizam, o número de filhos e outros.

Além disso, muitos missionários não pedem ajuda financeira por vincularem a falta de fé na provisão de Deus.

Ele argumenta que, embora a confiança em Deus seja sempre essencial, isso não significa que não podemos procurar ajuda: “Vejo evidências na Bíblia de épocas em que o povo de Deus foi mostrado e incentivado pelo Senhor a arrecadar fundos e ir a outras pessoas dentro da comunidade de crentes para dizer: ‘Olha, eu estou fazendo este trabalho evangélico específico, por favor, você vai me apoiar?'”.


A organização sediada no Reino Unido lançou uma nova campanha em uma tentativa de dar a cada trabalhador cristão em tempo integral da Stewardship apoio adicional de 100 libras durante o período de Natal.

Fonte: Gospel Prime

Igreja Anglicana do Canadá pode deixar de existir até 2040





Durante o Conselho do Sínodo Geral da Anglican Church of Canada (ACC), o reverendo Canon Neil Elliot apresentou estatísticas que mostram que a denominação poderá ficar sem membros até 2040, caso sua taxa atual de declínio continue.

A Igreja Anglicana do Canadá tinha em 2017 aproximadamente 357.000 membros, representando 1% da população nacional. Em 2001, quando o primeiro relatório foi feito, a denominação tinha 641.000 membros. Em 1961, era mais de 1,3 milhão, cerca de 7% da população canadense.

Como observou Elliot, de 1961 a 2001, o número de membros diminuiu cerca de 50%, levando-o a projetar que o corpo da igreja não terá mais membros até 2040 se o declínio seguir nesta taxa atual.

Comparando os números de 2001 e 2017, Elliot descobriu que a participação média no domingo caiu de 162.168 para 97.421 e o número de “doadores regulares identificáveis” caiu de 212.577 para 130.456.

A arcebispo Linda Nicholls, chefe do ACC, disse em comunicado que o relatório foi um “alerta”, enfatizando a necessidade da denominação se concentrar na missão em questão.

“Somos chamados a fazer e ser o povo de Deus em um lugar específico, com o objetivo de compartilhar as boas novas de Jesus Cristo, e a única pergunta é: ‘Como precisamos compartilhá-las, para que possam ser ouvidas por aqueles que estão ao nosso redor?'”, afirmou Nicholls, conforme relatado pelo jornal nacional do ACC, o Anglican Journal.

“Espero que, quando sairmos daqui, a mensagem que recebemos não seja ‘Ah, não, a igreja está morrendo’, mas ‘Oh, nós temos um desafio’ … Mas também temos uma maneira esperançosa de abordar isso”.

O ACC passou por um debate divisivo sobre questões LGBT, com muitos deixando a igreja nos últimos anos devido à direção teologicamente liberal da denominação.

Fonte: Gospel Prime

sábado, 16 de novembro de 2019

Aposentado, Alex Silva testemunha mudança de vida

Em junho deste ano o ex-zagueiro Alex Silva se aposentou e agora tem dedicado seu tempo para ministrar por todo o país, contando seu testemunho de vida.

Conhecido internacionalmente, o atleta passou pelos times São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Boa Esporte, Brasiliense e o time boliviano Jorge Wilsterman, onde encerrou sua carreira após 19 anos de disputas.

Ele teve contato com a religião em 2014, quando o vício em álcool passou a prejudicar sua carreira.

“As portas já estavam se fechando depois que saí do Flamengo em 2013. As coisas estavam saindo do meu controle. Algo estava errado, mas a gente ainda reluta em solucionar com nossas próprias forças. Em 2014, fui pego em uma blitz em Campinas, paguei fiança e foi ali que a ficha caiu”, contou ele ao Globo Esporte.

O atleta encontrou na igreja a solução para o problema. “Eu tinha que procurar uma mudança. Fui apresentado a Cristo. Fui para a igreja, ouvi a palavra e me apaixonei. Foi em 2014, após essa blitz, na delegacia. Foi quando surgiu um sobrenatural na minha vida. Foi quando entendi que da página de campeão, de referência para crianças, ir para a página policial não é legal”.

Membro da Igreja Assembleia de Deus Belém em Indaiatuba, interior de São Paulo, ele tem pregado em várias partes do país, fazendo um alerta para que outras pessoas não comentam os mesmos erros.

“Tenho rodado o Brasil compartilhando o testemunho, pregando a palavra de Deus. Estou feliz, pois a gente está mudando vidas. Mostrando o caminho decente, o caminho verdadeiro. Hoje, estou focado nisso”, revela

Fonte: Gospel Prime

Líderes cristãos são mortos em ataques na Síria






Na semana passada, a comunidade cristã na cidade síria de Qamishli, perto da fronteira com a Turquia, após ter dois de seus pastores mortos em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico.

Os dois pastores, Hovsep Petoyan e seu pai, Abraham Petoyan, estavam indo visitar um local de reconstrução, quando o carro em que estavam foi atacado por homens armados em motocicletas em um bloqueio na estrada. O terceiro passageiro, um diácono, escapou com ferimentos leves.

Hovsep Petoyan, tinha 40 anos e três filhos, era chefe da comunidade armênia em Qamishli. “Sua morte chocou todos os cristãos”, disse o pastor George Moushi, da Igreja da Aliança, sobre a morte de seu colega.

No mesmo dia do ataque aos pastores, três bombas explodiram na cidade, uma delas perto de uma igreja, matando pelo menos cinco e ferindo mais de 20 pessoas, incluindo três cristãos sírios.

“Se as bombas explodissem um pouco mais tarde, uma delas teria causado um massacre porque era perto de uma escola para meninas que estava prestes a explodir”, disse Levon Yeghiayan, líder da Igreja Ortodoxa Armênia.

“Eu assisti ao funeral e foi difícil para nós dizer adeus a um jovem pastor como Hovsep. Ele é um homem de Deus e é uma situação perigosa se eles começarem a atacar os homens de Deus”, disse ele.

Os ataques ocorrem um mês depois que o exército turco iniciou uma incursão em sua área de fronteira com a Síria para criar uma “zona segura”, afastando a aliança SDF liderada pelos curdos, que inclui o YPG, uma milícia que considera uma organização terrorista. A intervenção em uma área relativamente estável criou um vácuo de segurança, forçando mais de 200 mil pessoas, muitas delas cristãs, a deixar suas casas.
Ajude a Síria

Para apoiar os cristãos perseguidos da Síria a Portas Abertas desenvolve vários tipos de projetos, como reconstrução de casas e igrejas, reabertura de escolas e bibliotecas e microcrédito.

No entanto, ainda há uma grande necessidade de ajuda emergencial e distribuição de cestas básicas para os irmãos. Através de parceiros locais, inclusive nos Centros de Esperança, a Portas Abertas distribui alimentos para 15 mil pessoas na Síria. Além disso, outros projetos como fortalecimento e treinamento de líderes, distribuição de material cristão e bíblias, e aconselhamento pós-trauma, também fazem parte da ajuda da Portas Abertas.

Você pode participar de forma prática desses projetos. Saiba como em acessando www.portasabertas.org.br/doe/campanhas/siria-ajuda-emergencial

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Grupo LGBTQ+ quer que 20% dos personagens da TV sejam gays




A organização Gay and Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD) divulgou um relatório na semana passada se comprometendo a cobrar que até 2025 20% dos personagens da TV sejam LGBTQ+.

O relatório intitulado de “Onde estamos na TV” cita uma pesquisa on-line com 2.037 adultos dizendo que um quinto dos norte-americanos com idades entre 18 e 34 anos se identificam como LGBT e 12% de todos os adultos (somando acima de 35 anos).

Ao falar sobre a importância de personagens gays na TV, a presidente da GLAAD, Sarah Kate Ellis, observa que “menos de um quarto dos americanos tem um amigo íntimo ou membro da família que é trans”, isso significa que eles “aprendem sobre pessoas trans com o que veem na televisão, filmes e notícias”.

Diante desta informação, o grupo entende que a presença de personagens que se identificam como LGBT na programação de televisão é fundamental “para mudar corações e mentes na cultura". 

Fonte: Gospel prime

87% dos americanos “acredita” em Deus, mas nem todos “creem” em sua existência



Segundo Instituto de pesquisa Gallup, quase nove em cada dez norte-americanos acreditam em Deus, mas quando a pergunta é feita de maneira diferente a porcentagem cai para menos de sete a cada a dez.

Quando os entrevistados foram questionados sobre se acreditam em Deus 87% disseram que sim. Mas quando questionados se estão convencidos de Sua existência, apenas 64% responderam afirmativamente.

A Gallup mede a visão dos americanos sobre Deus e a religião como parte de sua pesquisa Valores e Crenças – uma das 12 pesquisas que compõem a Gallup Poll Social Series.

A última pesquisa foi feita em 2017 e esses dados estão sendo avaliados hoje pela própria Gallup que consegue ver a variação desses resultados.

“Colocar uma porcentagem na crença dos americanos em Deus depende de como você define ‘crença'”, diz nota da instituição de pesquisa.

“Se o padrão é certeza absoluta – sem cobertura e sem dúvida – é algo em torno de dois terços [dos entrevistados]. Se o padrão é uma propensão a acreditar em vez de não acreditar, então o número está em torno de três quartos”, conclui

Fonte: Gospel prime

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

“É meu trabalho deixar as pessoas saberem o que Jesus fez por mim”, diz Kanye West





Em entrevista recente ao radialista Zane Lowe, o cantor Kanye West falou sobre a transformação radical de mudança de vida que ele sofreu ao longo do ano passado após ter um encontro com Deus.

Com o recém-lançado “Jesus is King”, seu mais novo álbum, o rapper falou sobre fé e declarou a soberania de Deus durante a conversa com Lowe que foi compartilhadapelo CBN News.

“Eu tenho algumas visões, mas quanto mais eu estou a serviço de Deus, apenas limpo a cabeça e acordo mais vazio todos os dias e deixo Deus dirigir e apenas me usar como ele puder. Você faz planos e Deus ri”, responde Kanye.

“Agora que estou a serviço de Cristo, meu trabalho é espalhar o evangelho, para que as pessoas saibam o que Jesus fez por mim”, explicou Kanye, acrescentando mais tarde que tudo o que ele faz agora é “para a igreja”.

“Tudo o que faço, mesmo projetando um sapato, é para a Igreja. É minha única missão e chamado: espalhar o evangelho.”

Relacionamento com Deus

A mudança em Kanye ficou evidente no ano passado. Para Kanye, o maior momento de mudança ocorreu em abril, quando ele pediu que Jesus se tornasse seu Senhor e Salvador.

“Esta é uma vitória para o Reino”, afirmou Kanye. “Para Kanye voltar para casa, passando de ‘Jesus Walks’ para ‘I Love It’, para dizer a Deus: ‘Eu tentei do meu jeito, não está dando certo. Tudo está em frangalhos. Estou terminando em dívida, ganhando esse dinheiro, mas ainda terminando em dívida”.

“Minha posição pública está em frangalhos”, acrescentou. “Não estou em boa forma. Estou tendo altos e baixos com minha saúde. Pessoas me chamando de louco. Pessoas que não querem sentar comigo. Eu tive que desistir de Deus”, completou.

Kanye compartilhou que ele finalmente se sente em paz em sua vida, creditando a Deus esse sentimento indescritível.

“Sim, estou em paz”, Kanye compartilhou. “Eu entrego tudo a Deus.”

Kanye ainda compartilhou com Lowe que ele reza por mais graça em sua vida, que ele sempre lutou com um espírito rude e é algo em que ele está constantemente trabalhando.

“Às vezes nos sentamos e começamos a ficar bravos com alguma coisa ou estou prestes a ficar bravo com alguma coisa ou vou gritar – eu tinha um espírito rude no qual preciso trabalhar … estou preparado para ser cristão (…) Você pega tudo na minha personalidade e diz: ‘Você está preparado para ser cristão’ … A coisa pela qual eu oro para ser mais semelhante a Cristo é a graça. E então, quando Deus fortalece minha mão, é ter mais graça”

Fonte: Gospel Prime.


502 anos atrás, Reforma Protestante mudava a história do mundo - Jarbas Aragão


A Reforma Protestante mudou a história do mundo ocidental quando o monge católico Martinho Lutero anunciou publicamente suas 95 teses, que visavam um retorno ao conceito bíblico de que “só Jesus salva”.

Como seu nome indica, a tentativa de Lutero num primeiro momento era “reformar” a Igreja Católica, pedindo que fossem abandonadas práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas.

Rejeitadas pelo Vaticano, suas teses marcaram o início do que seria o protestantismo, mais tarde assumindo diferentes nuances. Na América Latina, o termo evangélico é mais comumente usado para referir-se aos adeptos dessa confissão religiosa multifacetada.

A principal doutrina que Lutero levantou contra o sistema ritualístico vigente foi que a salvação da alma era decorrente somente pela graça e pela fé em Jesus Cristo, não pelas obras

Ele não é o único rosto desse movimento que se espalhava pela Europa havia pelo menos um século.

Entre os feitos de Lutero destaca-se a iniciativa de traduzir a Bíblia para a “língua do povo” que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então sua forma mais conhecida era em latim e ter acesso a ela era privilégio do clero.

Com o passar dos anos e a consolidação das ideias de resgate dos ensinamentos das Escrituras sobre a tradição eclesiástica, foram sendo estabelecidos os “pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pelo mundo e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história do mundo para sempre.


Dia da proclamação

No início de 2016, foi sancionada no Brasil uma lei que estabelece 31 de outubro como o “Dia Nacional da Proclamação do Evangelho”. A Lei número 13.246, cujo projeto original era de 2003, foi elaborada pelo ex-deputado Neucimar Fraga, na época filiado ao PFL. Sua argumentação era que “a fidelidade à mensagem de Jesus sobre o Reino e ao seu amor infinito implica um compromisso ativo na transformação de estruturas injustas. A proclamação do evangelho supõe a promoção da paz e da justiça para criar um mundo novo que reflita o Reino de Deus”.

Segundo os dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – de 2010 – havia 42.310.000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população.

Como a cada ano os católicos perdem, em média, 1% dos fiéis e os evangélicos ganham 0,7% as projeções atuais indicam que já sejam um terço da população.

O próximo Censo oficial ocorrerá apenas em 2020, mas são feitas amostragens de tempos em tempos para estabelecer tendências.

“Possivelmente em cerca de 10 e 15 anos o Brasil não terá mais maioria católica”, avalia o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Cerca de dois milhões de pessoas marcham contra a ideologia de gênero - Jarbas Aragão






Neste 15 de novembro, o movimento “Não Se Mete com Meus Filhos” realizou marchas em diferentes países do continente americano, pedindo ao governo de cada país que não promova a ideologia de gênero nas escolas.


Com frases como “governo, proteja a família!”, “Não é religião, é convicção, meus filhos quem ensina sou eu” e “Igualdade de oportunidades sim, ideologia de gênero não”, milhares de cidadãos, na maioria cristãos, fizeram manifestações no Peru, Argentina, Paraguai, Colômbia e Bolívia.

Movimento Continental

O maior encontro foi Plaza San Martín, em Lima, Peru. Eles protestaram contra a tentativa do governo de impor a conhecida agenda ideológica. “Com essa marcha, queremos fazer o presidente entender que, com nossos filhos, ele não se meta. Somos contra a ideologia de gênero”, disse uma mãe.

De acordo com Christian Rosas, representando do moimento peruano, a abordagem LGBT do governo do presidente Martin Vizcarra, é fruto de um “ideal marxista e quer nos impor pela força coercitiva do Estado”.

Diversos pastores evangélicos estão à frente das manifestações em alguns países. O pastor peruano Sandro Mariluz afirmou: “O Estado tenta camuflar a ideologia de gênero nas escolas usando o termo enfoque de gênero. Isso tem a ver com a aceitação de mais de cem gêneros diferentes, não com igualdade entre homens e mulheres. Respeitamos os homossexuais, mas condenamos a imposição desses temas na educação dos nossos filhos”.

Os defensores da família comemoram o engajamento, que reuniu católicos e evangélicos. “Éramos cerca de 2 milhões em todo o continente, já que essa marcha era intercontinental”, anunciou um porta-voz do movimento. Criado em 2016, o grupo obteve vitórias na Justiça, tendo derrubado dois ministros da Educação favoráveis ao tema —Jaime Saavedra e Marilú Martens.

Segundo o jornal El País, eles agora querem estender seu alcance ao Brasil. “As lideranças do grupo já articulam uma aproximação com o presidente eleito Jair Bolsonaro, visando a atuação conjunta em oposição às políticas de discussão de gênero por todo o continente”, afirma o periódico. Já existiram contatos com a Frente Parlamentar Evangélica nesse sentido.

Fonte: Gospel Prime

ONU trata aborto como um “direito humano universal” - Jarbas Aragão



O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas redigiu um memorando onde sugere que aborto e suicídio assistido por médicos deveriam ser “direitos humanos universais”. Chamado de “comentário geral” sobre o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, o texto pede que o aborto seja descriminalizado em todos os países.

“Os Estados-membros devem fornecer acesso seguro ao aborto para proteger a vida e a saúde das mulheres grávidas e em situações onde levar uma gravidez a termo causaria à mulher dor ou sofrimento substancial…. Os Estados-membros não devem aplicar sanções penais contra mulheres submetidas ao aborto ou contra médicos que as auxiliam a fazê-lo…”, diz o trecho mais incisivo sobre o tema, contido no ponto 9.

A comissão que apresentou o projeto é chefiada pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet. O aborto era ilegal no Chile até agosto de 2017, quando os legisladores do país decidiram descriminalizar a interrupção da gravidez nos casos de estupro, anormalidades fetais fatais e quando a vida da mãe está em perigo.

A professora de Harvard e especialista em direitos humanos na área de direito internacional, Mary Ann Glendon, reagiu às propostas do documento da ONU. “Antes de mais nada, o Comitê de Direitos Humanos da ONU não tem poder para criar direitos humanos”, disse ela.

A afirmação do comitê de que o aborto é um “direito humano fundamental e sua alegação absurda de que os direitos ao aborto derivam do direito à vida… mostram como os órgãos da ONU são suscetíveis a fazer lobby por uma agenda que tenta reconhecer novos direitos universais”, acrescentou Glendon.

O memorando também abordou o suicídio assistido por médico, orientando os profissionais a “facilitar o término da vida de adultos afetados, como aqueles que estão em estado terminal, que experimentam severas dores físicas e mentais e sofrimento e que desejam morrer com dignidade”.

O documento, que ainda precisa ser aprovado em uma reunião com todos os Estados-membros em março de 2019, dá indícios da direção a ser seguida pela ONU nos próximos anos.
Leia na Íntegra

“Embora os Estados membros possam adotar medidas destinadas a regulamentar a gravidez, tais medidas não devem resultar em violação do direito à vida de uma mulher ou seus outros direitos conforme o Pacto, incluindo a proibição da crueldade, tratamentos ou penas desumanos e degradantes. Assim, quaisquer restrições legais à oportunidade das mulheres que buscam o aborto não devem, entre outras coisas, pôr em risco suas vidas ou sujeitá-las a dor física ou mental, ou sofrimento, o que viola o artigo 7. Os Estados membros devem fornecer acesso seguro ao aborto para proteger a vida e a saúde das mulheres grávidas e em situações em que levar uma gravidez a termo causaria à mulher dor ou sofrimento substancial, mais notavelmente onde a gravidez é o resultado de estupro ou incesto, ou ainda quando o feto sofre deficiências fatais. Os Estados membros não podem criar leis sobre a gravidez ou o aborto de maneira que contrarie o seu dever de garantir que as mulheres não tenham de fazer abortos sem segurança. [Por exemplo, não devem tomar medidas como criminalizar a gravidez de mulheres solteiras ou aplicar de sanções penais contra mulheres submetidas ao aborto ou contra médicos que as auxiliam a fazê-lo. Ao tomar tais medidas, a expectativa é que aumente significativamente a busca de abortos inseguros]. Os Estados membros também não devem introduzir exigências humilhantes ou excessivamente onerosas às mulheres que desejam realizar um aborto. O dever de proteger as vidas das mulheres dos riscos para a saúde associados ao aborto inseguro exige que os Estados membros assegurem o acesso de mulheres e homens e, em particular, de adolescentes, à informação e educação sobre opções reprodutivas, incluindo uma ampla gama de métodos contraceptivos. Os Estados membros também devem garantir um atendimento adequado de saúde pré-natal e pós-aborto para gestantes“.

Fonte: Gospel Prime

Cristãos são forçados a fechar revista por não retratarem casais gays - Jarbas Aragão



Uma revista de casamento publicada há anos na Austrália viu-se obrigada a fechar após ter anunciado que não iria retratar uniões de pessoas do mesmo sexo. Os donos da “White Magazine”, Lucas e Carla Burrell, comunicaram em uma publicação em sua página oficial que tratava-se de uma publicação secular, mas que eles eram cristãos e não iriam violar suas consciências.

“Não temos outra agenda a não ser amar. Não temos o desejo de criar uma guerra social, política ou legal, que só separa mais as pessoas e causa mais danos do que benefícios”, escreveu o casal.

Eles explicaram ainda que vinham enfrentando pressões de grupos ativistas para publicarem material “inclusivo”. “Recentemente, experimentamos uma onda gigante de julgamento… Mas nós também somos apenas dois seres humanos lidando com essas grandes questões, como qualquer outra pessoa, e não temos todas as respostas”, justificaram.

Depois que o Parlamento da Austrália legalizou o casamento gay, um ano atrás, a White começou a receber reclamações por estar retratando apenas casais heterossexuais. Como ignoraram os pedidos para mudar sua linha editorial, logo se iniciou uma campanha online contra a publicação. Os argumentos mais comuns era que seus proprietários seriam “homofóbicos”.

De acordo com o Independent, as críticas em massa na internet atraíram a atenção dos anunciantes que foram terminando seus contratos com a revista. Isso a tornou “economicamente inviável” e forçou Lucas e Carla Burrell a fechá-la.

Ao mesmo tempo, alguns profissionais da indústria do casamento negavam-se a trabalhar para a White depois que a fotógrafa Lara Hotz, que é homossexual e havia feito vários trabalhos para a revista, criticou publicamente os donos por não darem destaque aos “membros da comunidade LGBTI+”.

Durante uma entrevista ao programa de rádio Hack, Hotz afirmou que se sentia “extremamente magoada” com a postura de Lucas e Carla. Embora diga que “não queria forçar a White Magazine a incluir casais LGBTI+”, responsabilizava-os “por suas crenças”.

Fonte: Gospel Prime